segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O cemitério


Da minha janela vê-se um cemitério,
Antigo, da idade dos anos
Abriga mortos de adultérios
Seres perfeitos, ou seres humanos
Passeiam-se na penumbra do entardecer
Multidões de corvos de bico alimentado
Por almas moldadas a um florescer
Que nenhuma mão havia regado
E a lua roça nos túmulos vazios,
Assim como nos galhos de uma árvore escondida
À sua volta o conforto dos terrenos baldios,
Inebria os corpos sem vida
Acaba a visão magnífica com o fechar de persianas
Abertas outrora por infindáveis portos...
Gravando no meu coração das tumbas medianas:
“Não há glorias a alcançar no reino dos mortos”.



As estrelas estragam o céu da noite,
Com seus brilhos pegajosos
Uma luz expressamente morta
Como meus sentimentos e minha divina alma
Que busca a extrema escuridão,
Atrás de tudo isso tem algo inusitado
Onde meu coração fica gradativamente
Mais negro
Com sede de sangue,
Sangue virgem
De puro profanismo.
Um desejo por pessoa errada
Te atrai o lado mais negro da escuridão
A vida lhe prega peças jamais imagináveis,
Tudo fica estranho e negativo
Mais ou menos como esse momento
Que tu passaste por agora




As ruas são escuras, sombras rastejando-se das paredes
A poeira se movimenta e as luzes de neon chamam
Demônios e tolos e uma dama de preto
Ela é do tipo que não dorme à noite
Ela vê a presa e fica atenta
São tempos difíceis, mas ela não liga
Ela é uma vampira
Desejo mais escuro que preto
Alcança mais alto, não há como escapar
Suas asas são cortinas da noite
Ela desconhece o certo e errado
Mortos são os lugares onde essa Deusa esteve
Fria é a pele que essa criatura viu
Seu universo é um oceano de sangue
Sua mesa de jantar é um berço de lama
A noite é cega, a senhorita está te chamando
Para estar com ela por toda a eternidade
Siga-a até que sua sede seja saciada
Uma mentira imortal, sangue
Não há saída, ela te paralisou
Você se despediria do sol?
E daria sua vida para nunca morrer?


Minha Alma sente-se vazia
Eu estou me afogando nas minhas lagrimas
Isso e dor, eu estou aprendendo.
Meu coração, esta batendo.
Veneno Corre em minhas veias
No Inferno eu queimo
Deixe Essas Lagrima ser nosso segredo
Você e Eu
Uma vez estávamos tão perto
Isso é tudo ou nada
Eu estou pedindo para você dar
Deixe viver ou morrer
Qualquer coisa é melhor
Esse Silencio é mentira
Diga isso, isso não é mentira.
Eu preciso que você salve minha vida
Deixe me sentir sua respiração
Em suas mãos
Esse coração é meu
Salve minha vida




Estou Apaixonada Pela Escuridão

Sem mais lágrimas
Eu estou fora dos medos
Eu estou fora da dor
Eu estou fora na chuva

Isso lavará suavemente
a luz do dia

Eu estou apaixonada pela escuridão da noite
Eu estou apaixonada por tudo aquilo que está fora de vista
Eu estou apaixonada pela magia do novo
E a escuridão me ama também

Finalmente
isso me encobre
isso me faz provar
É um abraço seguro

Isso suavemente levará
as tristezas do dia para longe

Saia, saia de onde quer que você esteja
Não se esconda, não se esconda perto ou longe
Não se esconda


Somos seres de sentimentos escuros
fantasmas noturnos que choram
pelas tristezas que os devoram
nos pensamentos obscuros

nossas almas melancólicas
vagam pela noite sombria
em busca da alegria ilusória
perdidas nas sombras exóticas.


domingo, 26 de dezembro de 2010

THE RAVENS



Apenas cinzas e ossos restam
Meu cabelo está molhado, meus olhos estão machucados
O passado tem sido consumido pelas chamas
Eu não posso mais respirar
Eu tento ficar sobre meus pés mas eu caio
Eu tento andar mas arrasto
A vida como a conhecíamos acabou
E você se foi
Se foi para sempre...
Eu não me curvarei à uma cruz
Eu não me ajoelharei aos seus pés
Ganância e fúria
Nos tornaram mais jovens
Não puderam nos salvar quando a torre caiu
Toda a minha força e toda a minha fome
Tudo está perdido
E ninguém viverá para contar
Eu descanso nas ruínas dos dias passados
De afeição juvenil e céu de veludo
Um escravo da ganância...
Eu não me arrependo mais
Sinto a presença dos pássaros
Me cercando
E eu parti
Ao pó voltaremos